À Comunidade do Rugby,
Os nossos melhores cumprimentos.
Passamos a apresentar um comunicado da ANAR, com alguns esclarecimentos que julgamos oportunos, referentes à situação que actualmente se vive no sector da arbitragem.
Na expectativa da V/ melhor atenção para o documento, e sem outro assunto de momento, renovamos os nossos melhores cumprimentos
Na sequência do comunicado emitido pela Direcção da Federação Portuguesa de Rugby (FPR), publicado no Boletim Informativo / Circular nº 27 – 2016/2017, de 3 de Março de 2017, vem a Associação Nacional de Árbitros de Rugby (ANAR), por esta via, prestar os seguintes esclarecimentos, que se impõem:
Da leitura do referido comunicado, resulta a ideia de que os Árbitros se encontram indisponíveis para arbitrar em resultado dos reiterados atrasos nos pagamentos que são devidos a estes agentes desportivos, quer a título de reembolso das despesas suportadas com a arbitragem de jogos, quer a título de compensação pela arbitragem (prémios de jogo).
Mais se dá a entender, no referido comunicado, que a Direcção da FPR tem usado de uma postura proactiva, na procura de uma solução para esta situação, versão esta que os próprios factos desmentem.
Na verdade, a ANAR remeteu dois ofícios à Direcção da FPR, em 28 de Junho de 2016 e em 30 de Agosto de 2016, nos quais vinham elencadas as propostas e as preocupações dos Árbitros, referentes às épocas desportivas 2016/2017 e seguintes, aos quais não obteve qualquer resposta até à presente data.
Importa esclarecer, também, que os Árbitros estão, desde sempre, na primeira linha dos que defendem a regularidade e o normal desenrolar das competições da FPR, compromisso que assumem no início de cada época desportiva.
O que os Árbitros não podem aceitar é que iniciem uma época desportiva com base num conjunto de pressupostostransmitido pela Direcção da FPR, e que, no decurso dessa mesma época desportiva, sem qualquer negociação ou comunicação prévias, sejam informados que tais pressupostos foram alterados unilateralmente pela mesma Direcção.
De facto, foi-nos apresentado, pela Direcção da FPR, um Plano Estratégico para a arbitragem, a executar de 2016 a 2019, com o qual os Árbitros concordaram, reconhecendo que este Plano previa as medidas adequadas para as necessidades do sector.
Mesmo concedendo que algumas das medidas previstas no referido Plano Estratégico sejam de implementação a médio/longo prazo, outras não o são, não se compreendendo que, tendo terminado a época 2015/2016, e tendo já decorrido mais de metade da época 2016/2017, a implementação de tais medidas seja manifestamente insuficiente, sem que, até à data, tenham sido apresentados quaisquer motivos ou justificações para esseincumprimento.
Para além disto, todas as previsões feitas pela Direcção da FPR nos Orçamentos de 2016 e de 2017 para o sector da arbitragem (e não nos referimos aqui aos pagamentos a Árbitros) encontram-se por cumprir.
Por fim, e para além de tudo o já referido, é verdade que a Direcção da FPR, uma vez mais, faltou aos compromissos que havia assumido com os Árbitros no que respeita a pagamentos.
No entanto, e como consta do próprio comunicado da FPR, esta situação (infelizmente) já ocorreu em épocas e em momentos anteriores, sem que isso tivesse conduzido a um contexto de indisponibilidade por parte dos Árbitros.
Também desta vez, a indisponibilidade dos Árbitros não resulta apenas dos atrasos nos pagamentos, mas sim do conjunto das situações supra elencadas, e particularmente da forma como a FPR entendeu conduzir todo o processo de relacionamento e de comunicação com os Árbitros, que estes não aceitam.
Aproveitamos para informar que, tendo recebido, apenas no dia 9 de Março de 2017, um convite da Direcção da FPR para uma reunião, a fim de procurar-se, em conjunto, um solução concreta para este impasse, os árbitros prontamente manifestaram a sua disponibilidade para tal.
Almada, 11 de Março de 2017
A ANAR



