COMPROMISSO
Algumas situações que ultimamente têm
acontecido no nosso Rugby com inusitada frequência, levam-nos a chamar a atenção
de todos os intervenientes , fora e dentro dos campos, lembrando da importância e da necessidade de revermos comportamentos
que deverão pautar-se sempre pelo que o próprio Código
do Jogo nos transmite e que tem que ser
respeitado e vivido no dia a dia da nossa modalidade.
Esta maneira de estar e viver o RUGBY deve ser sempre encarada
por todos os agentes que nele participam
com a responsabilidade do legado que recebemos dos nossos antepassados
e que não poderemos, nem temos o direito, de
defraudar.
Os valores do rugby tão bem explícitos
no próprio Código do Jogo, não
podem deixar de estar sempre presentes ,
nele se exaltando um conjunto de virtudes que o devem caracterizar e que exigem
um compromisso renovado de todos os envolvidos, nomeadamente:
- INTEGRIDADE - é uma condição central para a estrutura do Rugby, exigindo honestidade e o jogo limpo respeitador das regras estabelecidas
- PAIXÃO - o Rugby gera entusiasmo, emoções e o sentimento comum de pertencer à grande família que é o Rugby
- SOLIDARIEDADE - o Rugby proporciona um espírito de união que conduz a amizades para a vida, camaradagem, trabalho em equipa e lealdade o que vai muito para além das diferenças culturais, geográficas, politicas ou religiosas
- DISCIPLINA - a disciplina é uma parte fundamental do jogo, tanto dentro de campo como fora e está clarificada nas Leis , Regulamentos e nos seus próprios valores
- RESPEITO - o respeito por companheiros, adversários, árbitros e todos os envolvidos no jogo é uma natural exigência de quem pratica ou praticou o jogo.
São estes os compromissos mais
relevantes que os árbitros e a própria
Federação Portuguesa de Rugby consideram deverem ser aceites e
vividos por todos, de uma forma ecuménica e real.
O compromisso terá de ser assumido por todos, com aplicação
directa em todas as circunstâncias, sempre que o Rugby esteja em
causa.
Acreditamos que só
com uma grande alteração comportamental será
possível restituir ao rugby a tranquilidade, a segurança
e o prazer de quem está ligado à modalidade em geral e aos árbitros
em particular, pois são eles que de forma mais directa e
permanente sofrem as consequências que resultam da ausência
de valores que todos defendemos mas que , com facilidade, tanto esquecemos.
Relativamente à arbitragem entende-se , dever existir
uma clara aposta no incentivo a novos árbitros e à promoção
da sua formação contínua, o que não tem
vindo a acontecer da forma que se julga mais ajustada.
Entende-se, ainda, que a FPR deverá garantir o pagamento atempado aos Árbitros
que não poderão, nem deverão,
continuar a garantir as despesas inerentes a deslocações e
a prémios, uma situação que a FPR se compromete a resolver
.
Os árbitros, através da
sua própria associação (ANAR), a Federação
Portuguesa de Rugby, na pessoa do seu Presidente, o Conselho de
Arbitragem, e a área Técnica
da FPR têm levado a cabo uma série de diligências
com o intuito resolver de uma forma definitiva estes assuntos sem os quais o
Rugby Nacional não poderá evoluir nem tão
pouco manter os padrões de qualidade desportiva por todos
reconhecidos.
O compromisso é de todos e é para
valer.
Lisboa, 20 de Fevereiro de 2014





